Conhecida como "Partícula de Deus" ou "Partícula Essencial", é uma partícula prevista como 'modelo padrão' de partículas elementares. Acredita-se que ela seja responsável por fornecer a massa das partículas que conhecemos.

Escrita pelo Nobel de Física Leon Lederman, em 1993, a obra se chamaria The Goddamn Particle (“A Partícula Maldita”), em referência à dificuldade de encontrar o bóson,
que só aparece em níveis de energia realmente altos e se transforma em outras partículas muito rapidamente.
O que ele comprova Segundo o Modelo Padrão, o Universo é formado por 17 partículas básicas: o bóson, 6 quarks, 6 léptons e 4 partículas mediadoras.
O bóson de higgs recebeu o nome, em homenagem ao físico britânico Peter Higgs, que propôs sua existência em um artigo publicado em 1964, no Physical Review Letters.
É uma das teorias aceitas para explicar a composição material do Universo.
De acordo com a teoria que envolve o Bóson de Higgs, as partículas formam átomos e as forças agem sobre a matéria. A teoria afirma que as partículas não têm massa inerente, pois elas ganham massa quando passam pelo campo de Higgs, ou passam por ele sem interagir, continuando sem massa.
O Campo de Higgs teria surgido logo após o Big Bang e, após o esfriamento do universo, o campo foi criado e concedeu massa às partículas.
Assim como todo campo de força, o Campo de Higgs precisa ter uma partícula correspondente que, no caso, é o Bóson de Higgs.
O primeiro experimento capaz de comprovar a existência dessa partícula só foi realizado em 2013, por meio do maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Large Hadrons Collider). No ano de 2012, o LHC já era capaz de atingir energias de até 8 TeV (teraelétron-volts) ao acelerar e colidir feixes de prótons em sentidos contrários, movendo-se em velocidades próximas da velocidade da luz, circulando em seus enormes anéis. Atualmente os cosmólogos acreditam que 25% de toda a massa do Universo sejam feitos de matéria escura, cuja existência pode ser relacionada ao bóson.
Recentemente o bóson de Higgs ganhou grande destaque após lançada a série pela Netflix: Dark. Na série, o bóson de Higgs, que também é chamado de 'Matéria Escura' pelas personagens, é capaz de abrir túneis através do espaço-tempo (buracos de minhoca), levando o protagonista a diferentes épocas e realidades.
O 'Modelo Padrão' é uma teoria que descreve as forças fundamentais forte, fraca e eletromagnética, bem como as partículas fundamentais (férmions e bósons) que constituem toda a matéria.
Hoje, acredita-se que nem mesmo o espaço vazio é completamente vazio, pois todo o espaço é permeado por um “mar” de bósons de Higgs e outras partículas.