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jainismo – Ciência do autoconhecimento https://cienciadoautoconhecimento.com.br Autoconhecimento * Expansão Consciência * Física Quântica * Espiritualidade Sun, 24 Nov 2024 01:15:14 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.3 https://cienciadoautoconhecimento.com.br/wp-content/uploads/2021/05/cropped-logo_branco_arvore-removebg-preview-1-1-32x32.png jainismo – Ciência do autoconhecimento https://cienciadoautoconhecimento.com.br 32 32 Karma e Dharma: Conceitos Fundamentais nas Religiões Orientais https://cienciadoautoconhecimento.com.br/karma-e-dharma-conceitos-fundamentais-nas-religioes-orientais/ https://cienciadoautoconhecimento.com.br/karma-e-dharma-conceitos-fundamentais-nas-religioes-orientais/#respond Thu, 13 Apr 2023 06:12:00 +0000 https://cienciadoautoconhecimento.com.br/?p=4289 Continue lendo...Karma e Dharma: Conceitos Fundamentais nas Religiões Orientais

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Karma e Dharma são conceitos fundamentais presentes nas religiões orientais, especialmente no hinduísmo, no budismo e no jainismo. Essas tradições espirituais desenvolveram uma compreensão profunda do funcionamento do universo e da natureza humana, e estes conceitos são centrais para essa compreensão.

O surgimento desses conceitos está relacionado com a história dessas religiões e com o desenvolvimento da filosofia e espiritualidade da Índia. O hinduísmo, por exemplo, é uma das religiões mais antigas do mundo e tem suas raízes na antiga civilização do Vale do Indo, que existiu há mais de 5.000 anos. O budismo, por sua vez, surgiu na Índia no século VI a.C., como uma reação contra a tradição religiosa e filosófica hindu. Já o jainismo, outra tradição espiritual indiana, teve sua origem no mesmo período que o budismo.

Karma é um termo sânscrito que significa “ação” ou “obra”. De acordo com a tradição hindu, todas as ações humanas têm uma consequência, que pode ser positiva ou negativa. Essa consequência é chamada de karma, e é determinada pela natureza da ação em si. Em outras palavras, o que uma pessoa faz, ela colhe. Assim, se alguém pratica boas ações, como a caridade, a bondade e a compaixão, receberá boas consequências em sua vida, enquanto as más ações, como a violência e a crueldade, trarão consequências negativas.

No budismo, o conceito de karma é um pouco diferente. A tradição budista ensina que todas as ações humanas têm uma consequência, mas que essa consequência não é determinada pela natureza da ação em si, mas pela intenção que a motiva. Se a intenção é positiva, a consequência também será positiva, e vice-versa. Além disso, o budismo ensina que o karma não é algo absoluto, mas sim algo que pode ser modificado por meio de ações positivas, como a meditação e a prática da compaixão.

Já o Dharma é um conceito que se refere ao dever ou à lei natural que governa o universo. No hinduísmo, o Dharma é a ordem cósmica que governa o universo e que deve ser seguida por todos os seres humanos. Isso inclui não só os deveres sociais e religiosos, mas também os deveres pessoais e espirituais de cada indivíduo. Seguir o Dharma significa viver em harmonia com o universo e com os outros seres humanos.

No budismo, o Dharma tem um significado um pouco diferente. Para os budistas, o Dharma é a verdade ou a lei que governa o universo e que foi ensinada por Buda. Seguir o Dharma significa seguir o caminho ensinado por Buda para alcançar a iluminação e a libertação do sofrimento.

No jainismo, o Dharma é visto como um conjunto de princípios morais e éticos que governam a vida humana e que devem ser seguidos por todos os seres vivos. Esses princípios incluem a não-violência, a não-posse, a verdade e a disciplina espiritual. Seguir o Dharma significa viver em harmonia com a natureza e com os outros seres vivos.

Além disso, o conceito de karma e dharma está intimamente ligado à reencarnação, uma crença compartilhada pelas três tradições espirituais orientais mencionadas. Segundo essa crença, a alma humana é imortal e passa por uma série de encarnações, até que alcance a iluminação ou a libertação do ciclo de nascimento e morte.

Assim, as ações que uma pessoa realiza em uma vida têm consequências não só nesta vida, mas também nas vidas futuras. Seguir o Dharma e praticar ações positivas pode levar a uma vida futura melhor, enquanto o mau karma pode levar a uma vida futura pior.

Em resumo, o conceito de karma e dharma é central para as religiões orientais, e representa uma compreensão profunda da natureza humana e do universo. Embora haja diferenças nas definições e interpretações desses conceitos em cada tradição espiritual, o objetivo final é o mesmo: viver em harmonia com o universo e alcançar a iluminação e a libertação do sofrimento.

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Como alcançar o estado de Nirvana? https://cienciadoautoconhecimento.com.br/como-alcancar-o-estado-de-nirvana/ https://cienciadoautoconhecimento.com.br/como-alcancar-o-estado-de-nirvana/#comments Wed, 16 Mar 2022 22:32:47 +0000 https://cienciadoautoconhecimento.com.br/?p=1537 Continue lendo...Como alcançar o estado de Nirvana?

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Conhecido também como Samadhi, ou Satori; o Nirvana origina-se do sânscrito e significa “extinção do sofrimento”, ou dukkha. Conceitos encontrados nas religiões indianas (budismo, hinduísmo, jainismo, sikhismo) e também no xamanismo. É um estado de espírito em que o indivíduo sente plena paz, realização e felicidade, mesmo diante das adversidades de sua vida.

No Budismo, este conceito representa a extinção definitiva do sofrimento humano por meio do autoconhecimento e consciência individual física e espiritual. Podendo ser alcançado por meio de diferentes práticas e técnicas espirituais, no qual se encontra livre de qualquer tipo de apego, abrindo a porta para uma paz integral, alheia a qualquer tipo de circunstância externa.

E segundo o Budismo, para alcançar esse status, é preciso se livrar de 3 males psicológicos – Raga (ganância, desejo), Dwesha (raiva) e Moha (ilusão); rompendo os laços com o ciclo de Samsara (ciclos de renascimento e ‘sofrimentos’, fruto do karma, que todas as pessoas do mundo estão sujeitas a passar).

A partir de um ponto de vista psicológico, corresponderia a um estado de calma, de conciliação consigo mesmo, onde o conflito deixa de ser um peso.

No Hinduísmo, encontrado em textos como o Bhagavad Gita, Nirvana é o conhecimento do verdadeiro Eu (Atman) e a aceitação de sua universalidade e unidade com Brahman (o Todo, o Absoluto).

Nas tradições, dentro do hinduísmo, afirmam que existem múltiplos caminhos para moksha (libertação):

– jnana-marga (o caminho do conhecimento);

– bhakti-marga (o caminho da devoção) e

– karma-marga (o caminho da ação).

Diferente do que muitos pensam, qualquer pessoa está apta a acessar o estado de Nirvana. Mas, como se diz, nada é permanente e tudo está em constante movimento; assim acontece com esse estado. Somente com o treino/constância no estado nirvânico é que estradas se formarão, abrindo o caminho para a iluminação.

Como alcançar o estado de Nirvana?

A meditação é a chave para mudar o funcionamento da sua mente, permitindo que você ande pelo caminho da tranquilidade e paz interior, e desperte seu eu interno, trazendo assim diversos outros benefícios. O ato de meditar deve ser diário.
Os ensinamentos são a lente que permite olhar através do mundo. A prática, estudos e aprendizados são a base do caminho.
Comprometa-se a desenvolver uma atitude compatível com o sistema da sua crença. Rejeite pensamentos como o egoísmo, a violência e o ódio. Amor e não violência devem ser imperantes. Na prática: não minta, difame, fofoque, ou fale com agressividade; fale palavras boas e verdadeiras. Suas palavras devem apoiar e animar os outros, mas também é importante saber o momento de ficar em silêncio.
Elimine crenças e pensamentos negativos da sua mente. Pratique o “Mindfulness”: as quatro bases do mindfulness são: contemplação do corpo, sentimentos, estados mentais e fenômenos. Quando você está com a mente plena, você vive o momento e se abre para a experiência completa. Você deve se focar no presente, não no passado ou futuro. Fique atento ao seu corpo, seus sentimentos, pensamentos, ideias e tudo que estiver ao seu redor.

Os estados nirvânicos não fazem a pessoa se tornar um outro ser, e sim, permite o ser se conhecer melhor e fazer escolhas mais adequadas, estando mais consciente das suas emoções, sentimentos e ações tendo aí uma Grande diferença, imperceptível e imensa ao mesmo tempo.

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Dharma Vs. Karma https://cienciadoautoconhecimento.com.br/dharma-vs-karma/ https://cienciadoautoconhecimento.com.br/dharma-vs-karma/#respond Wed, 04 Aug 2021 09:00:00 +0000 https://cienciadoautoconhecimento.com.br/?p=1209 Continue lendo...Dharma Vs. Karma

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O Dharma e Karma são palavras que normalmente geram confusão na cultura ocidental, sendo comum uma associação errônea do Karma a acontecimentos ruins ou uma espécie de penitência. Na realidade, Dharma e Karma são duas partes de um mesmo conceito e que estão intimamente ligados ao já popular e difundido livre arbítrio e sua interferência sobre o destino de um indivíduo.

Muitas vezes tendemos a culpar o destino pelos rumos de nossas vidas e esquecemos que todo o caminho que percorremos é trilhado única e exclusivamente por nós. Como maior prova de amor e benevolência divina é que, mesmo diante de designações ou missões a cumprir em Terra, cabe a nós aceitarmos e seguirmos ou não, por mais importante que esta seja.

Responsáveis pelas consequências dos nossos próprios atos, arcar e conviver com as escolhas que fizemos é uma das maiores dádivas que podemos receber: a liberdade. O uso dessa liberdade é o que nos leva a uma vida de angústias ou iluminação pois, quando a usamos em decisões equivocadas sem admitir que agimos contra o caminho da luz, o sentimento de frustração é imediato, diferente da paz que se encontra ao aceitar suas atitudes. Lembre-se: é você quem dá as rédeas de seu próprio destino, interligando sua missão na terra ao peso de suas ações.

O Dharma é uma das metades desse mesmo princípio, representando o caminho da verdade e a lei natural; como uma zona onde a luz flui naturalmente e trilha o caminho da virtude.

O Dharma é como entendemos o destino ou nossa missão na terra, e vive-lo é seguir o caminho indicado pelo universo. Àquele que segue seu Dharma encontra a paz e fluidez em sua vida, realizam suas ações com graça, beleza e naturalidade, assim como um pintor que cria seus quadros de maneira tão natural quanto o ato de respirar.

O Karma é erroneamente interpretado por nós como um vilão, como se fosse um peso ou um castigo por algo que fizemos, mas a realidade é bem diferente dessa interpretação. Somos levados a essa ideia da mesma maneira que nos esquecemos do que realmente é o livre arbítrio e culpamos o destino por nossos males. O Karma na verdade é a lei que completa o conceito do Dharma.

Assim como a lei que rege suas ações, ele representa as escolhas e, através dele recebemos as consequências pelas nossas ações; não como punição, mas como um simples resultado da decisão tomada. O Karma é a lei que determina o quão afastado ou próximos estaremos do nosso Dharma, portanto, um Karma em equilíbrio, iluminado com boas escolhas, nos torna cada vez mais próximos de sua outra metade da plenitude.


Karma é apenas uma lei de causa e efeito. Karma vem da raiz kr em sânscrito, que significa “fazer”, representando uma ação. Ele funciona como a lei da ação e reação, da física ocidental de Isaac Newton. Em outras palavras, significa que nossas ações físicas, verbais ou espirituais sempre trazem consequências. Desta maneira, quando fazemos o bem geramos felicidade e quando fazemos o mal produzimos dor e sofrimento.

O significado da palavra Dharma, em sânscrito refere-se principalmente à lei espiritual, moral e o cumprimento dos deveres que dela derivam. O cumprimento desses deveres constitui a base da vida espiritual e social.

No hiduísmo se o indivíduo vive no presente e em harmonia com a lei natural, sem apego aos frutos de suas ações, ele pode gradualmente se libertar do Saṃsāra, o ciclo de nascimentos e mortes. A palavra Dharma também indica os ensinamentos destinados a alcançar a libertação, enquanto Sangha significa todos os praticantes que têm o objetivo de aprender e praticar o Dharma.

No Budismo, Dharma é cultivar o conhecimento e a prática das leis e princípios que une a teia da realidade, os fenômenos naturais e da personalidade dos seres humanos na interdependência dinâmica e na harmonia. O dharma budista é baseado nos ensinamentos do Buddha Gautama, sendo uma espécie de guia para alcançar a verdade e a compreensão da vida. Ele pode ser chamado também de “lei natural” ou “lei cósmica”.

Cada indivíduo tem seu próprio karma dominante, sendo o único responsável sobre suas ações. No budismo, o caminho espiritual do dharma é o adequado para desenvolver um karma positivo.

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Véu de Maya https://cienciadoautoconhecimento.com.br/veu-de-maya/ https://cienciadoautoconhecimento.com.br/veu-de-maya/#comments Tue, 08 Jun 2021 10:57:00 +0000 https://cienciadoautoconhecimento.com.br/?p=897 Continue lendo...Véu de Maya

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A palavra “Maya” é chamada de “ilusão”, então o véu de maya é um véu que cobre a realidade. A medida que tomamos consciência, vemos a coisa como realmente são.

Este conceito foi criado pelo filósofo indiano Adi Shankara no século IX e absorvido pelas religiões e filosofias orientais. A partir daí, foi introduzido no Ocidente no século XIX e tornou-se parte da linguagem atual entre os devotos às religiões orientais e círculos esotéricos. Sob essas idéias, Maya se tornou o principal obstáculo para escapar da tentação do mundo sensorial, superar os erros causados ​​pelo dualismo e alcançar a verdadeira iluminação.

De acordo com a filosofia oriental, é o véu de Maya, o véu da ignorância que nos mantém em Dukkha: sofrimento, insatisfação.

Por meio de sua meditação, o Buda ensinou algumas nobres verdades para eliminar Dukkha: “Sabedoria correta: Desenvolver completa consciência de todas as ações do corpo, fala e mente para evitar atos insanos, através da contemplação da natureza verdadeira de todas as coisas.”

O ato de nos autoconhecer é prestar atenção às nossas ações, fatos e pensamentos; assim, com o Autoconhecimento podemos exercer o Autocontrole. No próprio budismo, o véu maia está relacionado ao esquecimento de reencarnações passadas quando nascemos.

De acordo com os Vedas, Maya é o nome da deusa indiana que representa o mundo fictício e ilusório, onde esta lançou um véu sob o deus Brahma, considerado pelos hindus, a representação da força criadora ativa no universo.

Os hindus estabeleceram a noção de que nosso mundo não é exatamente o que vemos e que somos levados a acreditar. Segundo eles, o mundo real seria algo escondido aos olhos das pessoas comuns, e dando acesso somente aqueles que conseguirem ultrapassar o “véu de maya”.

Arthur Schopenhauer foi um dos primeiros pensadores da filosofia ocidental a compartilhar e afirmar dogmas significativos da filosofia indiana, como ascetismo , negação de si mesmo e a noção do mundo como aparência.

Desenvolveu uma teoria com base nesses pensamentos de que algo impede a compreensão dessa realidade e tudo o que nos rodeia, só podem ser ilusões e aparências.

De acordo com Samādhi, no hinduísmo, jainismo, budismo, sikhismo e escolas de ioga, somos a causa e, através do samadhi, a solução para todo o nosso sofrimento.

A palavra Samadhi é a representação de um estado místico humano que é a raiz de toda espiritualidade e auto questionamento. Muitas vezes, é o estado que muitos buscam como o objetivo final da meditação.

Muitas pessoas não se veem como seres espirituais, não dedicam um tempo para explorar seu mundo interior, ou se importam em entender a verdadeira razão de sua existência. Em vez disto, eles estão envolvidos somente em suas vidas diárias e distraídos com o mundo exterior. Como resultado, coloca-se todos os tipos de limitações em si mesmos e ficam envolvidos na construção e manutenção do ego, inconscientemente conectados pela história da humanidade e pelo condicionamento cultural.

Nós definimos nossa existência, nosso “ser”, por nossas ações e pensamentos. No entanto, na maioria das vezes, os desejos e medos mundanos controlam estas ações e pensamentos. Por causa da ilusão do eu, ou nos véus de Maya, muitos vivem no sofrimento. Muitos caem na depressão ou acham que seus desejos nunca estão saciados. Consequentemente, as pessoas buscam respostas em coisas externas, seja através da religião ou de outras práticas espirituais.

As ideias que nos são apresentadas por influências externas ou pela mente humana, não podem resolver o sofrimento sozinhas. Elas não são a nossa vontade maior, a vontade verdadeira do nosso EU superior. Em vez disto, elas são a vontade das construções condicionadas do ego.

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