bold-photography foi accionado demasiado cedo. Isto é normalmente um indicador de que algum código no plugin ou tema está a ser executado demasiado cedo. As traduções devem ser carregadas na acção init ou mais tarde. Por favor veja Depuração no WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /home2/cienc927/public_html/wp-includes/functions.php on line 6260Quando pensamos em espiritualidade não podemos evitar certas maneiras de pensar: a conexão com o divino, a ascenção da alma, a viagem astral e todas outras idéias que já ouvimos e compomos na nossa cabeça. Dentro todas as atividades que compõe o conceito amplo de espiritualidade, a meditação tem alguns pontos interessantes, que precisam ser vistos antes e assim o que é samadhi possa ser clarificado.
Primeiro vejamos a caricatura do meditador: alguém sentado imóvel de olhos fechados; depois criamos a idéia de que existe alguma experiência diferente ocorrendo na mente, seja alguma luz colorida, ou uma experiência de sair do corpo ou simplesmente o silêncio da mente; e por fim existe ainda para alguns a crença que a meditação é uma questão de aptidão e assim ou não é algo que somos capazes de fazer ou é algo que já deveria ser capaz de fazer. Todas essas idéias são naturais mas em realidade o processo de meditar é algo bem diferente.
Essa maneira de pensar pode ser exagerada quando pensamos na atividade de meditar mas ela existe em vários outros campos também. Quando olhamos uma obra de arte de um artista plástico o processo de construção da obra mesmo que seja o processo criativo fica escondido para nós. Imaginamos que o Salvador Dali só pega o azul e pinta, depois o verde, depois o amarelo e pronto o quadro fica pronto. Quem não é um artista em geral não tem a dimensão do que envolve fazer uma pintura: o esboço, a perspectiva, o estilo, a emoção, o angulo que quadro será visto, a combinação de cores, a simbologia dos elementos, o elemento socio-cultural que está sendo abordado e a mensagem passada, a emoção do artista e por fim, a empatia emocional gerada no apreciador, que em última instância nos faz achar o quadro bom ou ruim.
São tantos aspectos que a pintura ou a meditação contêm, que quando resumimos a passar a tinta na tela ou sentar de olhos fechados estamos bloquando todo um universo de conhecimento a nossa frete.
A idéia de que o fato de fecharmos olhos nos trará uma experiência diferente do normal não é lógica. Que diferença faz olhos abertos ou fechados?! Se com olhos abertos nossa mente não fica em paz ou em silêncio de olhos fechados por que ficaria? E ainda se a mente em silêncio fosse o resultado da meditação qual seria o seu propósito? Desligar a mente? Por isso dizemos que essas são apenas idéias que carregamos, mas elas podem amadurecer em entendimentos importantes no caminho espiritual de uma pessoa, quando existe honestidade na busca, desapego e a presença de um professor.
A meditação é um símbolo para espiritualidade pois vários mestres que conhecemos por faziam essa atividade, mas o que é a meditação? o que se passa na cabeça de alguém meditando?
Sobre isso a tradição separa o nome abrangente de meditação em vários pequenos grupos de atividades: a prática da imobilidade corporal, os exercícios respiratórios, as práticas de visualização energéticas, as visualizações de imagens e luzes, a repetição de mantras, a contemplação em Deus e a contemplação da mensagem dos Vedas.
De uma forma ampla todos essas atividades são chamadas de meditação, mas cada uma tem um propósito e o “como”, “quando” e “quanto” são definidos entre mestre e discípulo.
Essas atividades vão trazer saúde para o corpo: balanço hormonal, correção do ph e vários outros benefícios físicos. E no nível mental: objetividade em relação a emoções, equilíbrio emocional, capacidade de concetração, velocidade de raciocínio, capacidade de abstração e por fim a apreciação da natureza do sujeito fruto do estudo dos Vedas. Motivo pelo qual a meditação é parte integrante do estilo de vida de yoga.
Devido aos benefícios físicos e psicológicos comprovados a ciência moderna já reconhece o uso da meditação como prática terapeutica e para saúde, mas do ponto de vista tradicional esse é um efeito colateral. No mundo espiritual as meditações são conhecidas como capazes de trazer poderes e capacidades extra-sensoriais e muitas pessoas se interessam devido a essa possibilidade mas esse também é um efeito colateral, apesar de muito raro hoje em dia. Como o corpo e a mente são ferramentas para nossa vida e a meditação vai atuar nessas duas esferas, considerando também a esfera enegética e psicofísica nesse bloco, a meditação é apenas um meio para melhorar a eficiência do uso dessas ferramentas. Um mestre constumava dizer assim: o banho limpa o corpo, a meditação limpa a mente. Um corpo e uma mente limpa são os instrumentos necessários para traçar seu caminho espiritual.
Algumas pessoas vão ter diversas explicações com outros nomes que não sugerem muito: “É a expansão da individualidade, o fim do eu, a hiper-consciencia, um estado trancedental etc…” De acordo com as escrituras e a etimologia da palavra samadhi é a permanência da mente com absorção em um determinado assunto. Nesse contexto de meditação o estado de absorção é chamado de samadhi.
Ele não é um estado transcendental, nem requer a expansão de nada em específico. Inclusive a definição da palavra consciência é “aquilo que vê” e não está sujeita a expansão ou redução, isso é importante pois no contexto psicológico muitas vezes a palavra consciência é utilizada para se referir a mente, o que não é o caso aqui.
Um jogador de tenis quando está no calor da partida, tem a mente absorvida, ele não pensa onde vai bater, ele nem acompanha a bola ou calcula sua trajetória, existe uma suspensão conginitva da idéia de jogador, bola e raquete; e nessa mágica a pessoa só joga, o pianista só toca, o bailarino só dança e o Salvador Dali, sem pensar, passa o pincel em três cores distintas e faz o traço que completa a obra com o toque de um gênio.
A mente humana é capaz de entrar nesse estado de absorção, ele é chamado de samadhi e um mestre de meditação é capaz de dominar a entrada da sua mente nesse estado. Esse fenômeno permite grandes insights, a realização de tarefas com maior desempenho, porém seu propósito maior é usá-lo para o entendimento da natureza do sujeito, o autoconhecimento ensinado pelo professor. Então o samadhi é algo que está disponíve para toda mente, que em alguns campos também está presente na nossa vida e é um processo natural dentro do estudo tradicional de meditação.
]]>Este conceito foi criado pelo filósofo indiano Adi Shankara no século IX e absorvido pelas religiões e filosofias orientais. A partir daí, foi introduzido no Ocidente no século XIX e tornou-se parte da linguagem atual entre os devotos às religiões orientais e círculos esotéricos. Sob essas idéias, Maya se tornou o principal obstáculo para escapar da tentação do mundo sensorial, superar os erros causados pelo dualismo e alcançar a verdadeira iluminação.
De acordo com a filosofia oriental, é o véu de Maya, o véu da ignorância que nos mantém em Dukkha: sofrimento, insatisfação.
Por meio de sua meditação, o Buda ensinou algumas nobres verdades para eliminar Dukkha: “Sabedoria correta: Desenvolver completa consciência de todas as ações do corpo, fala e mente para evitar atos insanos, através da contemplação da natureza verdadeira de todas as coisas.”
O ato de nos autoconhecer é prestar atenção às nossas ações, fatos e pensamentos; assim, com o Autoconhecimento podemos exercer o Autocontrole. No próprio budismo, o véu maia está relacionado ao esquecimento de reencarnações passadas quando nascemos.
De acordo com os Vedas, Maya é o nome da deusa indiana que representa o mundo fictício e ilusório, onde esta lançou um véu sob o deus Brahma, considerado pelos hindus, a representação da força criadora ativa no universo.
Os hindus estabeleceram a noção de que nosso mundo não é exatamente o que vemos e que somos levados a acreditar. Segundo eles, o mundo real seria algo escondido aos olhos das pessoas comuns, e dando acesso somente aqueles que conseguirem ultrapassar o “véu de maya”.
Arthur Schopenhauer foi um dos primeiros pensadores da filosofia ocidental a compartilhar e afirmar dogmas significativos da filosofia indiana, como ascetismo , negação de si mesmo e a noção do mundo como aparência.
Desenvolveu uma teoria com base nesses pensamentos de que algo impede a compreensão dessa realidade e tudo o que nos rodeia, só podem ser ilusões e aparências.
De acordo com Samādhi, no hinduísmo, jainismo, budismo, sikhismo e escolas de ioga, somos a causa e, através do samadhi, a solução para todo o nosso sofrimento.
A palavra Samadhi é a representação de um estado místico humano que é a raiz de toda espiritualidade e auto questionamento. Muitas vezes, é o estado que muitos buscam como o objetivo final da meditação.
Muitas pessoas não se veem como seres espirituais, não dedicam um tempo para explorar seu mundo interior, ou se importam em entender a verdadeira razão de sua existência. Em vez disto, eles estão envolvidos somente em suas vidas diárias e distraídos com o mundo exterior. Como resultado, coloca-se todos os tipos de limitações em si mesmos e ficam envolvidos na construção e manutenção do ego, inconscientemente conectados pela história da humanidade e pelo condicionamento cultural.
Nós definimos nossa existência, nosso “ser”, por nossas ações e pensamentos. No entanto, na maioria das vezes, os desejos e medos mundanos controlam estas ações e pensamentos. Por causa da ilusão do eu, ou nos véus de Maya, muitos vivem no sofrimento. Muitos caem na depressão ou acham que seus desejos nunca estão saciados. Consequentemente, as pessoas buscam respostas em coisas externas, seja através da religião ou de outras práticas espirituais.
As ideias que nos são apresentadas por influências externas ou pela mente humana, não podem resolver o sofrimento sozinhas. Elas não são a nossa vontade maior, a vontade verdadeira do nosso EU superior. Em vez disto, elas são a vontade das construções condicionadas do ego.

A palavra Kundalini é derivada do sânscrito e significa “enrolado como uma cobra” ou “aquela que tem a forma de uma serpente”. O nome faz alusão à Energia Cósmica que se concentrada em cada existência.
Quando uma pessoa desperta a Kundalini, ativa um fluxo de energia, semelhante a uma serpente, que começa no chakra básico, na base da coluna, e sobe pela medula espinhal, aumentando assim a rotação dos chakras, onde sentidos e faculdades surgem ou se acentuam.
A ativação de Kundalini faz subir a energia ígnea, partindo do Chakra Muladhara, passando por cada um dos 6 chakras: Swadisthana, Manipura, Anahata, Vishuddhi, Ajna e Sahasrara.
Desde os tempos antigos, em escolas e templos iniciáticos no Egito e na Índia, tem havido uma prática de vigor e desenvolvimento espiritual dessa poderosa energia chamada Kundalini.
Quando sobe para a coluna, a energia Kundalini atinge o sétimo chakra, que tem um efeito esclarecedor no discipulado dando a iluminação (Samadhi ou Nirvana) ou ativação da glândula pineal e liberação de endorfinas, trazendo uma forte consciência, Iluminação, poder, espiritual habilidade, onisciência, intuição, clarividência, telepatia, etc. A cobra encapuzada simboliza a expansão da consciência, que é o resultado da ascensão da serpente.
A subida gradativa da Kundalini vai mexer no seu campo emocional e energético. Muitas memórias arquivadas em seu inconsciente e sub-consciente vêm à tona, trazendo consigo fortes cargas emocionais, positivas ou negativas, que precisarão ser observadas, enfrentadas, resignificadas e purificadas, para que continuemos caminhando em direção ao conhecimento integral do ser Divino que somos.
Aqueles que são bem sucedidos na elevação da energia serpentina tornam-se aptos a mais facilmente adentrar níveis espirituais mais elevados e transcendentes e iluminarem-se.
Ao longo do corpo temos dutos energéticos, Nadis, é uma espécie de sistema circulatório do duplo etérico.

Há inúmeros nádis, mas os principais para fins de kundalini, são o IDA e o PINGALA (transportam o prana – energia até o chakra básico – Muladhara) e o SUSHUMNA (transforma a Shakti-Kundalini ativada , do chakra básico ao coronário, no raro processo que se chama de ascensão da kundalini, e que provoca o SAMADHIS, que promove a re-integração com a divindade e plenitude). O Sushumna é considerado o nádis mais importante, pois representa a energia neutra e pura.
Ida e Pingala correm num movimento de espiral ascendente ao longo do canal central, Sushumna, se unem no chakra Ajna, localizado entre as sobrancelhas na região do terceiro olho, entrando através das narinas esquerda e direita. Ida é a narina esquerda e Pingala é a narina direita. Partindo do chakra básico, Ida e Pingala se cruzam 4 vezes ao longo da coluna, na região de encontro ao segundo, terceiro, quarto e quinto chacras.
Existem dois tipos de kundalini: inferior e superior. A kundalini inferior é a energia cósmica criadora e feminina Shakti, e sua porta de entrada é o chakra básico. Esta energia flui normalmente de forma moderada através do Sushumna. Entretanto, com o aumento do desenvolvimento consciente (expansão da consciência), através de diversas práticas físicas ou meditativas, Shakti sobe num fluxo crescente, ativando os diversos chakras pelo seu caminho, levando-nos ao máximo desenvolvimento espiritual e consciencial.
A kundalini superior – a energia do ser puro – flui a partir do chakra coronário para baixo através do sushumna e dissolve bloqueios nos demais chakras. Na doutrina hindu, essa energia é denominada Shiva, a divindade masculina que aniquila a ignorância. Assim, Shiva e Shakti são as principais energias que atuam em prol do desenvolvimento espiritual do ser humano.
BÁSICO (1°) ou Múládhára – Conexão com à Terra
SACRO (2°) ou Swádhisthána – Sexualidade e Alegria
PLEXO SOLAR (3°) ou Manipura – Emoção e Poder
CARDÍACO (4°) ou Anáhata – Sentimentos
LARÍNGEO (5°) ou Vishuddha – Comunicação e Criatividade
FRONTAL (6°) ou Ájña – Intelecto e Intuição
CORONÁRIO (7°) ou Saháshara – Conexão com o Divino
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