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A palavra Kundalini é derivada do sânscrito e significa “enrolado como uma cobra” ou “aquela que tem a forma de uma serpente”. O nome faz alusão à Energia Cósmica que se concentrada em cada existência.
Quando uma pessoa desperta a Kundalini, ativa um fluxo de energia, semelhante a uma serpente, que começa no chakra básico, na base da coluna, e sobe pela medula espinhal, aumentando assim a rotação dos chakras, onde sentidos e faculdades surgem ou se acentuam.
A ativação de Kundalini faz subir a energia ígnea, partindo do Chakra Muladhara, passando por cada um dos 6 chakras: Swadisthana, Manipura, Anahata, Vishuddhi, Ajna e Sahasrara.
Desde os tempos antigos, em escolas e templos iniciáticos no Egito e na Índia, tem havido uma prática de vigor e desenvolvimento espiritual dessa poderosa energia chamada Kundalini.
Quando sobe para a coluna, a energia Kundalini atinge o sétimo chakra, que tem um efeito esclarecedor no discipulado dando a iluminação (Samadhi ou Nirvana) ou ativação da glândula pineal e liberação de endorfinas, trazendo uma forte consciência, Iluminação, poder, espiritual habilidade, onisciência, intuição, clarividência, telepatia, etc. A cobra encapuzada simboliza a expansão da consciência, que é o resultado da ascensão da serpente.
A subida gradativa da Kundalini vai mexer no seu campo emocional e energético. Muitas memórias arquivadas em seu inconsciente e sub-consciente vêm à tona, trazendo consigo fortes cargas emocionais, positivas ou negativas, que precisarão ser observadas, enfrentadas, resignificadas e purificadas, para que continuemos caminhando em direção ao conhecimento integral do ser Divino que somos.
Aqueles que são bem sucedidos na elevação da energia serpentina tornam-se aptos a mais facilmente adentrar níveis espirituais mais elevados e transcendentes e iluminarem-se.
Ao longo do corpo temos dutos energéticos, Nadis, é uma espécie de sistema circulatório do duplo etérico.

Há inúmeros nádis, mas os principais para fins de kundalini, são o IDA e o PINGALA (transportam o prana – energia até o chakra básico – Muladhara) e o SUSHUMNA (transforma a Shakti-Kundalini ativada , do chakra básico ao coronário, no raro processo que se chama de ascensão da kundalini, e que provoca o SAMADHIS, que promove a re-integração com a divindade e plenitude). O Sushumna é considerado o nádis mais importante, pois representa a energia neutra e pura.
Ida e Pingala correm num movimento de espiral ascendente ao longo do canal central, Sushumna, se unem no chakra Ajna, localizado entre as sobrancelhas na região do terceiro olho, entrando através das narinas esquerda e direita. Ida é a narina esquerda e Pingala é a narina direita. Partindo do chakra básico, Ida e Pingala se cruzam 4 vezes ao longo da coluna, na região de encontro ao segundo, terceiro, quarto e quinto chacras.
Existem dois tipos de kundalini: inferior e superior. A kundalini inferior é a energia cósmica criadora e feminina Shakti, e sua porta de entrada é o chakra básico. Esta energia flui normalmente de forma moderada através do Sushumna. Entretanto, com o aumento do desenvolvimento consciente (expansão da consciência), através de diversas práticas físicas ou meditativas, Shakti sobe num fluxo crescente, ativando os diversos chakras pelo seu caminho, levando-nos ao máximo desenvolvimento espiritual e consciencial.
A kundalini superior – a energia do ser puro – flui a partir do chakra coronário para baixo através do sushumna e dissolve bloqueios nos demais chakras. Na doutrina hindu, essa energia é denominada Shiva, a divindade masculina que aniquila a ignorância. Assim, Shiva e Shakti são as principais energias que atuam em prol do desenvolvimento espiritual do ser humano.
BÁSICO (1°) ou Múládhára – Conexão com à Terra
SACRO (2°) ou Swádhisthána – Sexualidade e Alegria
PLEXO SOLAR (3°) ou Manipura – Emoção e Poder
CARDÍACO (4°) ou Anáhata – Sentimentos
LARÍNGEO (5°) ou Vishuddha – Comunicação e Criatividade
FRONTAL (6°) ou Ájña – Intelecto e Intuição
CORONÁRIO (7°) ou Saháshara – Conexão com o Divino
]]>Shakti é a personificação da energia que é criativa, sustentadora, chamada de fonte de energia. A deusa, ou energia divina, também é chamada de Devi ou Mahadevi.
Em cada plano da criação, a energia se manifesta em todas as formas de matéria, energia térmica, energia potencial, energia gravitacional, etc. Todas são consideradas formas infinitas de Paraa Shakti. Mas sua verdadeira forma é desconhecida e além da compreensão humana. Ela é Anaadi (sem começo, sem fim) e Nitya (para sempre).
Uma das mais antigas representações da deusa na Índia tem a forma triangular.
De acordo Mahatma Gandhi são os oito principais potências: Indrani, Vaishnavi, Shanta, Brahmani, Kaumari, Narasimhi, Varahi.
No Tantra fala-se de dois poloneses, de Shiva e Shakti. Aqui, Shiva representa o pólo estático, para aquilo que não muda, isto é, a consciência pura que se revela como Sat Chid e Ananda – como Ser Absoluto , Conhecimento e Bem – aventurança. Shakti representa tudo o que muda – assim, para todo o universo.
Shakti criou os 7 níveis do cosmos – e se manifesta como esses 7 níveis. Estes sete níveis correspondem aos 7 chakras :
Ela é uma energia adormecia e despertada através de uma consciência espiritual, conhecido por muitos, como o “despertar”. É uma das manifestações de shakti, energia cósmica primordial, que está relacionado com nosso mundo material e liberada quando nos desconectamos da energia do medo. A energia do medo ou negatividade que é ligada por forças primitivas, ou padrões de controle, conforme nos conectados atraves da confiança, pratica essencial, os níveis de consciência começam a surgir no individuo, dando maior independência espiritual, energético, saúde física, maior iluminação, consequentemente desperta nossa felicidade e força da Vida. Quando a energia expande, tudo expande. Uma habilidade de diferir entre a realidade temporal, o plano material e a realidade cósmica. Outra habilidade é ver a faísca de Deus igualmente em todas as pessoas.
A kundalini existe em todas as tradições, mas com diferentes nomes. Na Bíblica, este processo é conhecido como Ruach HaKodesh ou Espírito Santo; no budismo chama-se “iluminação”, no Yogue é conhecido como Shaktipat e dentro muitos outros nomes como o ‘processo de despertar’, ‘expansão de consciência’ e por aí vai.
Mas isso não significa alguém ser melhor que o outro, ou ser único e especial pois isso quem diz é para acariciar o ego. A evolução é contínua, constante e continua se expandindo. Nós buscamos sempre a melhora, a evolução de nosso SER, pois a vida na Terra é passageira, é um período de tempo muito curto para se dizer que você chegou onde tinha que chegar. Não há começo, meio e fim nessa nossa expansão.
A consciência é desperta quando, em real, entendemos que nós somos a causa de todas as manifestações físicas, deste mundo material, a qual sofremos, pois tudo que alimentamos, vibramos em pensamentos e palavras atraímos como consequência. Não importando ser vibrações boas ou ruins atraímos da mesma maneira: pessoas, fatos, coisas ou acontecimentos, tudo é reflexo daquilo que emanamos, ou seja, temos dentro de nós.
Somos energia vibrando em diferentes sintonias.
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