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A consciência de Dalai Lama – Ciência do autoconhecimento

A consciência de Dalai Lama

Dalai Lama é um líder espiritual do budismo tibetano, na Índia. Na origem da palavra “Dalai” significa “Oceano” e “Lama“, “mestre/guru” em um sentido como “Oceano de Sabedoria”. Os dalai-lamas são manifestações de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da compaixão. São conhecidos também por seus ‘famosos’ mantras ‘Om mani padme hum’. Acredita-se que sejam reencarnação de uma longa linhagem de tulkus* que têm como objetivo esclarecer a humanidade.

*”Tulkus” é o termo utilizado para se referir a essa ‘linhagem’ de reencarnados.

Avalokiteshvara, em sânscrito, é “Aquele que enxerga os clamores do mundo” e Bodhisattva é o ser que está adiantado ou pronto para alcançar o estado de Buda.

Independente da religião, há uma aprendizado profundo em suas consciências e ensinamentos, onde pregam sobre o saber espiritual e de emoções, como: a tolerância, a compreensão, a resignação ativa, felicidade, amor profundo e, por incrível que pareça, através do meio científico. Incansáveis estudiosos, abriram caminhos para a união da ciência com a espiritualidade.

Para o Dalai, tudo é muito simples. Estar no mundo é fácil, viver é descomplicado. Segundo ele, ninguém precisa sair em peregrinação ou praticar mendicância para se tornar um ser humano melhor. Na filosofia, mais semelhante a um manual de condutas éticas, a verdadeira transformação espiritual está nas pequenas e fundamentais atitudes do dia-a-dia, independente do credo, do estilo de vida, das preferências sexuais ou políticas que se possa ter. Os Dalai Lamas acreditam que a paz mundial só pode ser baseada na paz interior: “Se perguntarmos o que destrói nossa paz interior, não são as armas e ameaças externas, mas nossas próprias falhas internas, como a raiva. Quando você conhece alguém de quem não gosta, ou alguém diz algo desagradável para você, é a sua própria resposta que perturba sua paz interior. É por isso que o amor e a compaixão são importantes, porque eles nos fortalecem – o que é uma fonte de esperança”

Dalai escreveu mais de 200 livros e apenas 20 traduzidos para o português. Para quem acha que usam suas palavras para pregar as ‘vantagens’ de se converter ao budismo, estão enganados. Dalai deixa muito claro em seus discursos que cada um deve seguir a fé que escolher. Ou até mesmo nenhuma, caso lhe pareça mais conveniente.

Em seus livros menciona muito a importância de se viver harmoniosamente com a qualquer um e com o próprio ser, a necessidade de prevalecer éticas e valores que deveriam ser cultuado por todos, diz muito sobre a diferença de amor e apego, ação e engajamento, compaixão, paciência, o que é a real felicidade e o como seguir o ‘Caminho do Meio’.


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